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A Descoberta de Novos Mundos, no Processo de Empreender

“Um dia… vou ter o meu próprio projecto em Psicologia!”

Muitos de nós, já verbalizámos ou pensámos nesta frase, diria ainda, que muitos de nós tem um/a psicólogo/a empreendedor/a dentro de si.

Mas se há casos em que este psicólogo empreendedor entra em acção, dá um salto cá para fora e começa um caminho dando vida à sua ideia, em tantos outros, ele não passa de um pensamento, que ali permanece ao longo dos dias, mantendo essa mesma condição ao longo da nossa carreira.

Fala-se muito de empreendedorismo e houve alturas em que quase parecia moda ser empreendedor, não temos todos de ser psicólogos empreendedores, ou melhor, podemos e devemos desenvolver competências empreendedoras, são essenciais inclusive na gestão da nossa carreira e por forma a darmos respostas, aos problemas societais complexos que nos rodeiam, que implicam o “sair da caixa” e inovar, mas não temos todos de empreender na criação de projecto próprio.

Rui Manuel Carreteiro, na Webtalk “Contabilidade e gestão financeira – ferramentas para uma gestão autónoma”, diz-nos “não se deve iniciar uma actividade de ânimo leve”. Com esta partilha, quer o nosso colega alertar-nos para que o processo de criar um projecto próprio e de lhe dar vida é complexo e não vive apenas do sonho, vive da preparação, e ainda assim, existirão um certo número de variáveis que não equacionámos ou que não controlamos.

Pelo que um dos passos essenciais quando pretendemos criar um negócio próprio, passa também por compreender o que é essencial para o projecto, nomeadamente perceber que competências tenho de desenvolver para garantir que no arranque do projectos o “essencial” está assegurado e dar espaço a que possamos previamente, preparar-nos a este nível.

Se iniciássemos o nosso próprio projecto com um capital avolumado, talvez pudéssemos logo ter um técnico de comunicação e marketing, um contabilista, um informático, entre outros profissionais, mas essa não é a realidade da maior parte dos projectos de psicologia, que começam muitas das vezes, unicamente com o psicólogo que ousou, transformar a ideia em realidade, o que implica que este psicólogo, tem de adquirir conhecimentos e desenvolver competências, para alavancar este projecto, inicialmente talvez de forma mais solitária.

Um dos maiores desafios tem a ver com a dimensão contabilística e de gestão financeira.

Passivo, activo, capital próprio, sociedade comercial, sociedade por quotas, entidades sem fins lucrativos, tributação, matéria colectável, facturação, incidência contributiva…

E poderia continuar esta lista, são algumas palavras que para muitos de nós, ficariam guardadas num saco, cujo rotulo diria, “coisas para gestores e contabilistas”, mas que quando pretendemos criar o nosso próprio negócio, não podemos fugir das mesmas e temos sim de as compreender e dominar.

Assim, se a frase “Um dia… vou ter o meu próprio projecto em Psicologia!”, for algo recorrente no seu pensamento, lembre-se que para dar vida ao sonho é preciso preparação e compreender previamente estes conceitos, enquadramentos e obrigações legais, relacionados com a dimensão contabilística e financeira.

Por isso, deixo-lhe uma dica, assista à webtalk Contabilidade e gestão financeira- ferramentas para uma gestão autónoma.