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A Arte de Dizer ‘Não’: Um guia para navegar o mês mais intenso do ano

O início do mês de dezembro traz cidades com luzes natalícias, chocolates em forma de calendário de advento, jantares de Natal de segunda a domingo e a expetativa pelo melhor anúncio televisivo do mês. Enquanto a balança que equilibra a vida profissional e pessoal pende para esta última, a realidade do final do ano, com projetos para fechar até ao final do ano e datas-limite para cumprir, não permite que os momentos que desejamos mais prazerosos o sejam. Numa época tão cheia de eventos e festividades, estes podem tender a ser fugazes, na tentativa de chegar a todo o lado. A solução é simples: estipular objetivos realistas, em conformidade com os nossos valores, e estabelecer limites, que reflitam o que queremos ser e com quem queremos estar.

Em primeiro lugar, há que definir quais são as prioridades que de facto se prendem com o final do ano, considerando a época festiva e potenciais ausências durante o mês que se avizinha, além dos feriados, durante os quais sabemos que o mundo do trabalho entra, de certa forma, em pausa: das tarefas que tenho em mãos, quais devem ser priorizadas nas primeiras 2 semanas de dezembro? Quais são passíveis de terminar em momentos pontuais entre o Natal e a Passagem de Ano? Por fim, quais posso colocar em lista de espera até voltar ao escritório em janeiro – talvez aquele projeto que requeira frescura mental e criativa?

Estabelecido um plano de ação, é importante sermos diligentes ao longo dos próximos dias, o que requer alguma gestão de tempo. A utilização de bloqueios de calendários por projeto ou por tarefa permite ter uma visão real do nosso tempo; saber no que estaremos a trabalhar em cada momento do dia pode ser benéfico particularmente para finalmente dar um check naquele item da lista de afazeres que temos vindo a procrastinar nos últimos dias. O conhecido método Pomodoro, com 5 minutos de descanso a cada 25 minutos de blocos de concentração é um fiel amigo nesta altura onde a lista de tarefas parece não terminar e é difícil manter-nos focados no objetivo final – viver os momentos festivos, com aqueles que nos são queridos sem que a mente nos fuja para temas de trabalho.

Ainda assim, no meio da organização e produtividade, há espaço para falhas, para imprevistos e para reorganizar e redefinir objetivos, se necessário – retomando à lista inicial que fizemos e ajustando conforme necessário. Nem sempre o que nos é solicitado é passível de ser cumprido no tempo requerido, e a comunicação dessas expetativas atempadamente é de extrema importância para uma organização macro do serviço e da organização, de uma forma mais geral. Além das tarefas que se prendem com o final do ano, surgem também as atividades de Natal da empresa/grupo de trabalho, que apesar de potenciarem um ambiente festivo e descontraído, podem ser sentidas como mais uma tarefa na lista interminável de “a fazer” no mês de dezembro. Sendo parte do calendário de trabalho, e ainda que sejam momentos de convívio, devem ser considerados como parte do contexto laboral e que podem ser recusados se coincidirem com atividades semelhantes, a título pessoal, sem culpa, particularmente se são sentidos como obrigação. Noutra perspetiva, nem todos nos identificamos com a época, quer por razões religiosas, quer por nos recordar de uma memória triste ou que traz mágoa e saudade – também estas são razões igualmente válidas para saltar eventos natalícios, em qualquer que seja o contexto, e optar por atividades que nos tragam serenidade e calma, sejam elas festivas ou não.